terça-feira, 29 de julho de 2008

O que sabemos sobre o amor?


Sentimento ou atitude? Palavra ou ação? Será que temos a verdadeira noção do que está envolvido no verbo amar, quando pedimos a Deus que nos dê mais amor pelos nossos irmãos?

Algumas coisas já aprendemos sobre o amor. Entre elas que o amor anda acompanhado do sofrimento. Não há quem ame e não sofra, talvez por isso as pessoas se esquivam, sempre que possível, da obrigação de amar. Obrigação porque Deus não pediu para amar, nem tão pouco aconselhou. Ordenou, é bom lembrar.
Para tentar amenizar, há quem afirme que o amor não existe. Quem assim o faz pensa que sofrerá menos. Outros dizem que o amor é coisa de gente fraca. Agindo assim, os que não amam pensam ser fortes e, portanto menos vulneráveis ao sofrimento.
Há aqueles que acham que as suas ações fugirão ao seu controle caso amem, e tornar-se-ão assim mais frágeis
Muitos afirmam:”já amei demais e só levei pedrada” como pedrada aqui quer dizer sofrimento, as pessoas estão procurando pessoas que mereçam ser amadas. Esse é o ponto crucial: O amor não é para quem merece ser amado. É para quem precisa ser amado.
Vou aqui chegando a conclusão que não é que as pessoas não queiram amar. Parece que não querem mesmo é sofrer. Alias nenhum produto ou serviço terá sucesso se garantir sofrimento ao consumidor, porque é disso que todos estão correndo.
Conforto, bem-estar, felicidade, alegria é o que está por trás de tudo o que as pessoas procuram no modelo de sociedade que conhecemos, onde a ordem é consumir qualquer coisa que possa anular aquilo que gera desconforto, dor e sofrimento.
Como uma das garantias do amor é a de que quem ama sofre, a tendência reinante é substituir o verdadeiro amor, por um amor menos comprometido, ou uma forma de amar com menos envolvimento, mais a distância, com um pé na frente e outro atrás. Jesus chamou isso de amor falso ou amor fingido.
A maneira como o Evangelho aborda a questão do sofrimento é deveras interessante, não estimulando as pessoas a buscarem o sofrimento para amadurecer nem tão pouco vendendo facilidades e maneiras de burlar o sofrimento, más afirmando a importância de saber sofrer e obter com isso amadurecimento e então aprender a supera-lo.
Será que não seria o caso de aprendermos a sofrer? Ou melhor, aprendermos a suportar os sofrimentos?
Quando falamos com Deus e pedimos para tirar-nos do sofrimento, não seria correto pedirmos condições e coragem para suportar e superar?
Quando oramos pedindo mais capacidade para amar os nossos irmãos devemos estar prontos também para suportar as decepções, traições e demais sofrimentos que os relacionamentos humanos podem acarretar

Ao Deus toda gloria por tudo