Costuma-se dizer que somos todos iguais, mas à
medida que conhecemos as pessoas descobrimos o quanto somos diferentes uns dos
outros, embora tendo a mesma fé. E aqui cabe perguntar se essas diferenças
contribuem com o atrito ou com a comunhão dentro da igreja.
Parece ao contrário, mas Deus criou-nos
diferentes uns dos outros para a nossa comunhão ser perfeita. Porém, por causa
do pecado, as diferenças que nos fazem únicos, tornaram-se causa de atritos e até
da quebra de comunhão.
Daí confortavelmente, ou politicamente, nós
procuramos ter comunhão com quem temos afinidade, ou só com as pessoas que não
nos contrariam, ou com aquelas que apóiam as nossas idéias, excluindo do nosso
circulo de relacionamento as demais pessoas. Isso é relacionamento por
afinidade. Não por comunhão!
A determinação de Deus é outra e torna claro
que não é possível estarmos em comunhão com ele e não estarmos em comunhão com
nosso irmão, por mais diferente que o mesmo seja de nós. Isso não garante que
não ocorrerá atrito, pelo contrário. O atrito sempre fará parte dos
relacionamentos, porém não para excluir a comunhão, antes para fortalecê-la,
desde que haja o vinculo da paz. O amor. Nesse caso o atrito, quando ocorrer,
reforçará ainda mais a comunhão, pois não haverá hipocrisia ou fingimento e as
situações serão tratadas com sinceridade, transparência, compreensão e perdão.
De fato as diferenças são vitais.
Observe o
caso das cores. Se misturarmos o verde com outro verde teremos como resultado o
verde. Ou seja, não obteremos nada de novo. Porém, se misturarmos o verde com o
amarelo, por exemplo, obteremos a cor azul. Que coisa maravilhosa! O amarelo
não deixa de ser amarelo, o verde não deixa de ser verde e ao se unirem formam
uma nova cor. Assim outras cores também surgem quando acontece a mistura de
cores diferentes. O mesmo ocorre com as pessoas. Quanto mais diferentes elas
forem e quanto mais se aproximarem uma da outra, mais interessantes serão os
resultados. E a razão pela qual a Igreja de Jesus Cristo tem esta coloração
especial é a mistura de pessoas tão diferentes, como nós, trabalhando em
comunhão pela mesma missão.
nEle
Ielton Isorro
Texto escrito especialmente para o segundo culto temático, em 03 de Abril de 2010 da ADNIPO -Bristol
quando tivemos a presença do pr Marcílio Zan e do Stênio Marcius.