Os relacionamentos existentes na igreja ocorrem
por afinidade ou por comunhão?
Tanto uma coisa é verdade quanto a outra.
Ocorre que a determinação de comunhão
estabelecida por Deus vai muito além desta.
O modelo criado por Cristo na escolha dos doze apóstolos demonstra
isso. Foram recrutados homens sem a mínima afinidade, para os quais foi
colocado um objetivo comum: Segui-lo amando-o e amando-se uns aos outros e não
dava para fazer isso sem conviverem juntos. Sendo lembrados que amar quem
concordava com eles, ria junto com eles ou os apoiava seria fácil, mas
resultava em muito pouco. Difícil, porém necessário, era amar quem os
contrariava, más esse sim seria o amor relevante, que o próprio Jesus
demonstrava em sua atitude para com eles. Um amor não baseado em emoções e sim
em atitudes de quem ama verdadeiramente.
Essa determinação de Deus era para aquela
primeira igreja, plantada entre os doze apóstolos, e também é para a igreja de
hoje, onde somos tentados a seguir o padrão de relacionamento secular
estabelecido pela sociedade, onde as amizades moldam-se segundo os próprios
interesses, vantagens e conveniências de cada um, enquanto a comunhão
verdadeira, que Deus pretende que tenhamos, deve existir por causa dos
interesses maiores do seu Reino de amor.
Texto escrito para o primeiro dos dois cultos temáticos na Adnipo pq Bristol em 27/Março/2011, quando ouvimos a pregação do pr Israel Sifoleli e o louvor do Arlindo Lima