quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Arte e Espiritualidade



Eu sempre sonhei em ser cantor profissional, quando me aparece essa grande oportunidade, vejo essa crítica cega pela religião. Pergunto o que dêvo fazer para atingir meu sonho? Ir para o mundo secular? De fato ha muitas coisas q estão erradas, a começar pela motivação dos organizadores (sony Music) mas creio que em tudo isso Deus honra os seus servos que têm em seus corações o desejo cincero de adora-Lo Anônimo. 

Vi o comentário acima no púlpito cristão, sobre o artigo Desafio da Música Gospel: 15  minutos de fama -  http://www.pulpitocristao.com/2010/01/desafio-da-musica-gospel-15-minutos-de.html

O artigo refere-se a um reality show gospel, que a principio terá os moldes do American Idol, que no Brasil é reproduzido com o título de Ídolos.

Para alguns cristãos o programa será um sonho, para outros um pesadelo.

Para o primeiro grupo, que é o do comentarista acima e que me motivou a escrever esse artigo, o programa é uma grande oportunidade de se realizar profissionalmente como cantor gospel e de fazer carreira, como é o caso de vários astros da música gospel, que usam os seus talentos para cantarem sobre o que crêem e a forma como crêem.

O segundo grupo, o do pesadelo, é constituído por crentes que estão desiludidos com o mundo gospel e tudo que o compõe: Fama, fã-clubes, mega-shows, mega-cachês, mega-escândalos e o pior, tudo em nome de Jesus.
Para esse grupo um programa desse tipo só ratificaria e endossaria essas situações, que por mais que se tente justificar não tem nenhuma identificação com o Evangelho.

Sou pastor e músico, portanto, de acordo com a minha ótica, posso afirmar algumas coisas sobre música e espiritualidade.
Conheço muitos artistas chamados gospel, gente que dedicou a sua vida à música dentro de comunidades evangélicas, que cresceu musicalmente dentro de igrejas, dedicando tempo aos ensaios para os momentos de louvor dos cultos, envolvidos com a comunidade e com as coisas simples que dela fazem parte, como cultos nos lares e evangelismos na praça.
Infelizmente, alguns foram afetados pela fama e o que ela materialmente produz. Hoje, pelo que pudemos perceber, vivem em função do lançamento do próximo CD, da próxima turnê, em busca do melhor contrato com a gravadora ´A´ ou ´B´, ou com o lançamento do próprio selo.
Pior do que isso é só o fato de saber que a maioria enveredou por esse caminho e a música tornou-se um detalhe entre tantos outros de sua carreira, e quem deveria ser a razão dessa música então...

Com isso se tornaram no tipo de gente que não vai a igreja alguma por menos de determinado valor, “pois o seu ministério tem um orçamento muito alto e não há como sustentá-lo por menos”; Gente que se alguma igreja pretende pegá-los no aeroporto com um carro popular, por exemplo, recusa-se a ir, pois não está acostumado a andar nesse tipo de carro. (fato real, pouparei os nomes, não para preservar o artista, más a igreja que sofreu o constrangimento); Gente que exige que no camarim tenha essas ou aquelas regalias e preferências. Astros de um universo onde só a espaço para uma Estrela.

Uma minoria (e aqui vou citar apenas dois que são meus amigos e posso dar testemunho. Sei que a lista é maior, más não tão grande como deveria) como João Alexandre e Asaph Borba. Gente que está há muitos anos na estrada e que continua do mesmo jeito que começou, apesar de dezenas de CDs gravados e composições conhecidas por milhões de pessoas. Não falo deles aqui para enaltecê-los, más para enaltecer o Evangelho que os conserva.
O João, na última vez que esteve na minha igreja, tomou Dolly, em copo descartável, comeu pão com carne-lôca das irmãs da cantina, numa mesa sem toalha, junto comigo e batemos um longo papo.
O Asaph, veio do aeroporto até a igreja dormindo no banco traseiro da Kombi e passamos um dia muito agradável, falando sobre as coisas da fé. Cachê? Não nos cobraram. O Asaph nos falou que nunca cobrou nem venda de CD e que Deus sempre o honrou.
Outros artistas como esses, criaram seus filhos, compraram suas casas e vivem do que o seu dom produz. Vidas simples, porém dignas e coerentes com as suas raízes.

Assim, se puder dar um conselho aos jovens que têm talento musical, daria dois. Primeiro: Não desistam dos seus sonhos. Segundo: Não os venda por preço algum que o showbiz pretenda pagar, pois não são os seus sonhos que o diabo quer comprar...
A música é sublime e exerce em quem a executa um fascínio impressionante e quanto mais a fazemos mais queremos fazer, quanto mais a ouvimos mais queremos ouvir.
Tomara que um dia os cantores cristãos parem de fazer música gospel e façam música secular que transmita os valores do reino, por esses valores serem parte de sua vida e não apenas de sua música, fazendo-os chegar aos corações de crentes e não crentes.

No Amado

Ielton Isorro

Um comentário:

Thais disse...

Olá querido irmão, GRAÇA E PAZ. Estava lá no outro blog e li varios dos seus comentarios. Me identifiquei muito com eles, concordo com o irmão. Vejo hoje que satanas tem buscado afrontar a Deus com esse tipos de coisas que ganham nome de Gospel, qualquer coisa do mundo pode ser copiado desde que ganhe o nome Gospel no final. Ex: Balada Gospel, Samba de mesa Gospel, não sei o que lá gospel. lucifer era ministro de louvor antes de sua queda, e eu vejo que é uma das areas que ele mais atua para destruir a unidades daqueles que buscam adorar com intereza de coração, e também de deturpar a verdadeira intenção do louvor e inverter valores criando esse estrelato gospel. Que Deus o abençõe. Thais