“Eu sempre sonhei em ser cantor
profissional, quando me aparece essa grande
oportunidade, vejo essa crítica cega pela religião. Pergunto o que dêvo fazer para atingir meu sonho? Ir para o mundo secular? De fato ha muitas coisas q estão
erradas, a começar pela motivação dos organizadores (sony Music) mas creio que em
tudo isso Deus honra os seus servos que têm em seus corações o desejo cincero de
adora-Lo” Anônimo.
Vi o comentário acima no
púlpito cristão, sobre o artigo Desafio da Música Gospel:
15 minutos de fama - http://www.pulpitocristao.com/2010/01/desafio-da-musica-gospel-15-minutos-de.html
O artigo refere-se a um reality show gospel, que a principio terá os moldes do American Idol, que no Brasil é
reproduzido com o título de Ídolos.
Para alguns cristãos o programa será um
sonho, para outros um
pesadelo.
Para o primeiro grupo, que é o do
comentarista acima e que
me motivou a escrever esse artigo, o programa é uma grande oportunidade de se
realizar profissionalmente como cantor gospel e de fazer carreira, como é o
caso de vários astros da música gospel, que usam os seus talentos para cantarem
sobre o que crêem e a forma como crêem.
O segundo grupo, o do pesadelo, é constituído por crentes que estão
desiludidos com o mundo gospel e tudo que o compõe: Fama, fã-clubes,
mega-shows, mega-cachês, mega-escândalos e o pior, tudo em nome de Jesus.
Para esse grupo
um programa desse tipo só ratificaria e endossaria essas situações, que por
mais que se tente justificar não tem nenhuma identificação com o Evangelho.
Sou pastor e músico, portanto, de acordo
com a minha ótica, posso
afirmar algumas coisas sobre música e espiritualidade.
Conheço muitos
artistas chamados gospel, gente que dedicou a sua vida à música dentro de
comunidades evangélicas, que cresceu musicalmente dentro de igrejas, dedicando
tempo aos ensaios para os momentos de louvor dos cultos, envolvidos com a
comunidade e com as coisas simples que dela fazem parte, como cultos nos lares
e evangelismos na praça.
Infelizmente,
alguns foram afetados pela fama e o que ela materialmente produz. Hoje, pelo
que pudemos perceber, vivem em função do lançamento do próximo CD, da próxima
turnê, em busca do melhor contrato com a gravadora ´A´ ou ´B´, ou com o
lançamento do próprio selo.
Pior do que isso
é só o fato de saber que a maioria enveredou por esse caminho e a música
tornou-se um detalhe entre tantos outros de sua carreira, e quem deveria ser a
razão dessa música então...
Com isso se tornaram no tipo de gente que
não vai a igreja alguma
por menos de determinado valor, “pois o seu ministério tem um orçamento muito
alto e não há como sustentá-lo por menos”; Gente que se alguma igreja pretende
pegá-los no aeroporto com um carro popular, por exemplo, recusa-se a ir, pois
não está acostumado a andar nesse tipo de carro. (fato real, pouparei os nomes,
não para preservar o artista, más a igreja que sofreu o constrangimento); Gente
que exige que no camarim tenha essas ou aquelas regalias e preferências. Astros
de um universo onde só a espaço para uma Estrela.
Uma minoria (e aqui vou citar apenas dois que são meus
amigos e posso dar testemunho. Sei que a lista é maior, más não tão grande como
deveria) como João Alexandre e Asaph Borba. Gente que está há muitos anos na
estrada e que continua do mesmo jeito que começou, apesar de dezenas de CDs
gravados e composições conhecidas por milhões de pessoas. Não falo deles aqui
para enaltecê-los, más para enaltecer o Evangelho que os conserva.
O João, na
última vez que esteve na minha igreja, tomou Dolly, em copo descartável, comeu
pão com carne-lôca das irmãs da cantina, numa mesa sem toalha, junto comigo e
batemos um longo papo.
O Asaph, veio do
aeroporto até a igreja dormindo no banco traseiro da Kombi e passamos um dia
muito agradável, falando sobre as coisas da fé. Cachê? Não nos cobraram. O Asaph
nos falou que nunca cobrou nem venda de CD e que Deus sempre o honrou.
Outros artistas como esses, criaram seus filhos, compraram suas casas e vivem do que o seu dom
produz. Vidas simples, porém dignas e coerentes com as suas raízes.
Assim, se puder dar um conselho aos
jovens que têm talento
musical, daria dois. Primeiro: Não desistam dos seus sonhos. Segundo: Não os venda
por preço algum que o showbiz pretenda pagar, pois não são os seus sonhos que o
diabo quer comprar...
A música é sublime e exerce em quem a
executa um fascínio
impressionante e quanto mais a fazemos mais queremos fazer, quanto mais a
ouvimos mais queremos ouvir.
Tomara que um dia os cantores cristãos parem de fazer música gospel e façam música
secular que transmita os valores do reino, por esses valores serem parte de sua
vida e não apenas de sua música, fazendo-os chegar aos corações de crentes e
não crentes.
No Amado
Ielton Isorro

Um comentário:
Olá querido irmão, GRAÇA E PAZ. Estava lá no outro blog e li varios dos seus comentarios. Me identifiquei muito com eles, concordo com o irmão. Vejo hoje que satanas tem buscado afrontar a Deus com esse tipos de coisas que ganham nome de Gospel, qualquer coisa do mundo pode ser copiado desde que ganhe o nome Gospel no final. Ex: Balada Gospel, Samba de mesa Gospel, não sei o que lá gospel. lucifer era ministro de louvor antes de sua queda, e eu vejo que é uma das areas que ele mais atua para destruir a unidades daqueles que buscam adorar com intereza de coração, e também de deturpar a verdadeira intenção do louvor e inverter valores criando esse estrelato gospel. Que Deus o abençõe. Thais
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