terça-feira, 29 de março de 2011

Desafios da comunhão I - Relacionamentos por afinidade ou comunhão?


Os relacionamentos existentes na igreja ocorrem por afinidade ou por comunhão?

Tanto uma coisa é verdade quanto a outra. 
Quando nos relacionamos com as pessoas que gostamos, e que gostam de nós o fazemos, na maioria das vezes, por afinidade. Assim estas pessoas se tornam a "nossa igreja" por causa dos nossos interesses e conforto humanos, enquanto outras são excluídas da comunhão por causa das diferenças. Isso é automático. Fazemos sem nos dar conta.

Ocorre que a determinação de comunhão estabelecida por Deus vai muito além desta.  O modelo criado por Cristo na escolha dos doze apóstolos demonstra isso. Foram recrutados homens sem a mínima afinidade, para os quais foi colocado um objetivo comum: Segui-lo amando-o e amando-se uns aos outros e não dava para fazer isso sem conviverem juntos. Sendo lembrados que amar quem concordava com eles, ria junto com eles ou os apoiava seria fácil, mas resultava em muito pouco. Difícil, porém necessário, era amar quem os contrariava, más esse sim seria o amor relevante, que o próprio Jesus demonstrava em sua atitude para com eles. Um amor não baseado em emoções e sim em atitudes de quem ama verdadeiramente.

Essa determinação de Deus era para aquela primeira igreja, plantada entre os doze apóstolos, e também é para a igreja de hoje, onde somos tentados a seguir o padrão de relacionamento secular estabelecido pela sociedade, onde as amizades moldam-se segundo os próprios interesses, vantagens e conveniências de cada um, enquanto a comunhão verdadeira, que Deus pretende que tenhamos, deve existir por causa dos interesses maiores do seu Reino de amor.


nEle

Ieton Isorro

Texto escrito para o primeiro dos dois cultos temáticos na Adnipo pq Bristol em 27/Março/2011, quando ouvimos a pregação do pr Israel Sifoleli e o louvor do Arlindo Lima


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