segunda-feira, 7 de março de 2011

Três Princípios




1.Princípio da mudança

Mudança é algo que para muitos, dependendo das circunstâncias, é vista como indesejável, para outros como necessária.

Dependendo do momento da vida, as pessoas a evitam e resistem, dependendo do momento a procuram e desejam.

Mudar, em algumas oportunidades, parece ser uma questão de opção, noutras de necessidade.
Há pelo menos dois tipos de mudanças: as que a vida nos impõe e as que deveríamos nos impor.
Ao que parece a maioria delas é da primeira categoria e por muitas vezes estão relacionadas ao modo como estamos governando nossas próprias vidas. Quanto mais formos proativos, mais determinaremos as mudanças, ao passo que quanto mais reativos formos mais seremos alvos delas.

As mudanças são inevitáveis, tanto para proativos quanto para reativos, a questão é que o primeiro grupo lida melhor com elas, uma vez que estão acostumados a promovê-las em si mesmos e no seu circulo de influência e não se adéquam às famosas zonas de conforto, enquanto os reativos têm maior dificuldade em lidar com elas, uma vez que preferem a estabilidade, coisa que na vida é transitória, já que as mudanças ocorrem por decisão nossa ou não.

A nova criatura, anunciada por Jesus, deve arbitrar e capitanear as mudanças necessárias para compatibilizar sua existência com esta nova vida e, portanto, estar pronta para as mudanças impostas pelas circunstâncias, sem se transformar em vítima delas e sim das próprias escolhas.

2. Princípio da escolha

Uma das nossas armas mais importantes, se não for a mais importante, é o poder da escolha.
Em um episódio muito conhecido da História, Davi, um franzino jovem Judeu, aniquila um gigante filisteu de 2,90m de altura conhecido como Golias, utilizando uma pedra e uma funda, mesmo notando-se que havia outras armas à sua disposição. O rei Saul lhe ofereceu a sua própria armadura e apetrechos para a batalha, o exército israelita devia ter um bom arsenal de armas, más nem mesmo o rei ou qualquer soldado utilizaram adequadamente a principal arma que Davi, eles e nós mesmos temos: A escolha.

Davi foi o único naquele cenário que usou corretamente a escolha. Qualquer outro poderia tê-la usado da mesma forma, mas apenas ele o fez. Davi escolheu enfrentar o gigante e daí por diante nada mais importava, além da sua escolha. Outros ali talvez fossem corajosos, tivessem a mesma fé, conheciam o mesmo Deus, más só um fez a escolha certa e agiu. Sendo assim um excelente exemplo de proatividade, que se define principalmente pela habilidade de escolher as respostas, sem subordiná-las apenas a sentimentos ou a circunstâncias, mas principalmente a valores.

De fato a escolha pode ser a nossa maior arma, porém há um detalhe importante aqui. Esta arma tem dois gumes, muito afiados. Se a utilizarmos de forma incorreta, subordinando-a somente aos sentimentos e (ou) às circunstâncias, volta-se contra nós.

O próprio Davi experimentou o seu uso incorreto, tempos depois, quando escolheu ter a mulher de Urias, um de seus principais aliados, o que lhe custou altíssimo preço. Porém, Davi não se viu como vítima das circunstâncias ou dos sentimentos e sim de suas próprias escolhas, registrando isso com suas próprias palavras no Salmo de número 51, só fazendo tal reconhecimento lhe foi possível vencer.

3. Princípio da vitória

Vencer quem ou o que?
Essa pergunta é a mais importante que pode ser feita quando pesamos nesse tema. Qual o nosso maior inimigo? A Bíblia nomeia claramente os três maiores: O diabo, o mundo e a carne, a saber, nós mesmos.

O diabo, já está condenado, e teve a sua cabeça esmagada pelo Cristo. Porém, tal e qual uma cobra quando sofre um golpe fatal em sua cabeça, e que ainda permanece se debatendo por bom tempo, causando medo em quem quer que se aproxime, mesmo sem já ter vida alguma, assim é o diabo; O mundo, por sua vez, já está condenado à destruição e conforme explicação de Jesus, “jaz no maligno”.  A expressão “jaz” vem de “jazigo” que quer dizer túmulo, mas ainda age como se vivo estivesse e por isso representa perigo; Já a carne, que quer dizer nós mesmos na figura da velha criatura, está viva e atuante, militando dia e noite contra a nova criatura.

E aqui estes três princípios se juntam. A mudança deve ser uma decisão e nem sempre uma conseqüência. A escolha é a principal arma que temos para utilizar nesta batalha do espírito contra a carne, o resultado desta batalha é que nos torna proativos ou reativos, e a vitória, por fim, é capacidade de fazer as escolhas certas, pautadas nos valores da nova criatura, ensinados pelo Evangelho, o que possibilita a transmissão eficaz destes ensinos a outros, o que se dá não apenas por discursos, más por práticas coerentes.

nEle

Ielton Isorro

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