quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Quando a instituição religiosa está a serviço dela mesma?


Há muito a igreja cristã, enquanto instituição, tornou-se uma grande colcha de retalhos. Ultimamente essa percepção tem aumentado, provavelmente por conta do volume inédito de informação produzido e a maneira ágil como as pessoas têm acesso ao que ocorre no mundo. Esse fenômeno intensificou-se desde que os anos 90 inauguraram a era da informação acessível à todas as classes sociais, coroada com a difusão da internet.


Tornou-se fácil perceber como é a cena religiosa contemporânea, onde é muito grande o número de denominações religiosas, católicas ou protestantes/evangélicas. Isso deveria ser muito bom, se todas existissem para uma única finalidade – Pregar o Evangelho –  porém, graças as suas colorações, posturas, tradições, linhas doutrinárias e costumes diferentes, produzem mais calor do que luz para o mundo. As suas diferenças tornam-se mais notáveis do que a razão comum de suas origens. Tal miscelânea produz mais confusão do que esclarecimento para o número cada vez maior de leigos, que sedentos tateiam na escuridão a procura de respostas, que o Cristo forneceu e a Igreja é a portadora das boas novas.


O novo mundo, em que vivemos, é o mais pragmático de toda a História. Nesse novo contexto as organizações existem e se sustentam graças àquilo que decidem produzir para a sociedade. Sendo esta constituída por pessoas, são elas que devem ser atendidas em suas expectativas e necessidades que podem ser pensadas em três esferas:


Físicas - atendendo a qualidade e manutenção da vida;


Intelectuais – contribuindo com o desenvolvimento humano para melhoria das pessoas e da sociedade;


Espirituais – ajudando cada indivíduo a encontrar o significado e sentido para a própria existência.


Penso que é o sucesso em alcançar essas metas palpáveis que garantirá a existência das instituições, no longo prazo, sejam quais forem as finalidades delas. Em outras palavras, é o serviço relevante ao próximo que definirá o futuro, também, das igrejas nessa sociedade pós-moderna  e são as pessoas atendidas por elas que determinarão a continuidade, ou não, de cada instituição.


Um sintoma de que uma organização (seja religiosa ou com outra finalidade) existe apenas por causa dela mesma, ocorre quando esta prioriza a própria existência, fechando-se em sua própria visão de mundo, afastando e excluindo pessoas ao invés de aproximá-las e incluí-las. Por fim, essas instituições se extinguirão, graças a sua inutilidade e desserviço ao próximo.


A verdadeira igreja plantada na terra por Jesus não corre esse risco. Mesmo atuando através dessas instituições, as quais chamamos denominações, não pode ser contida por elas. Uma vez que foi criada apenas para alcançar e servir pessoas, como fez o seu criador, que resumiu isso na seguinte afirmação: "Quem quiser vir após mim, tome sua cruz e siga-me". Na cruz Ele prestou o seu maior serviço à humanidade. Vamos seguí-lo?

nEle

Ielton

Nenhum comentário: